Sou quase um Monarquista (estou entre a monarquia e o semi-presidencialismo), preferindo o parlamentarismo constitucional, com alguma espécia de autonomia das "unidades federativas" (federação). E com o espírito republicano nos governantes e no povo.
*O que quero dizer com "espírito republicano" é o pensamento conservador de centro direta que diz que apesar da opinião democrática (do povo) ser relevante ("na multidão dos conselhos existe uma palavra sábia"), e tornar o representante aceito por todos, essa opinião não é soberana sendo necessário que a verdade, a justiça e todos os valores bons (segundo a bíblia) sejam superiores e deem norte aos povos ("mais importa agradar a Deus do que a homens"). Quando se luta pela verdade e pela benevolência para com o povo se quer muito mais uma "democracia" (governar para o povo, e não governo pelo povo) do que nas atuais ditas "repúblicas" onde o povo está se destruindo continuamente. Além de frisar aqui que uma democracia universal e direta é o mesmo que uma anarquia, pois onde todos governam nenhum verdadeiramente governa, portanto buscar isso é loucura, assim como é a anarquia, muito embora seja defendido por dois extremos (curiosidade): os esquerdistas a favor de um super estado totalitário que visa alcançar o comunismo ou anarquismo; e, os de extrema direita que não são totalitários, mas aqueles a favor de um estado cada vez menor, menos tributador, menos rico, são os anarco-capitalistas.
**Nas imagens que seguem-se não reparem na fonte da qual foi retirada, nem necessariamente o autor, mas no que é dito nas frases, isso é o importante e que deve ser frisado.
Imagem do autor da obra "A República":
Como chefe de governo uma colegiado executivo ligado ao legislativo, e não apenas um único primeiro ministro, mas um colegiado de ministros eleitos (democraticamente, e com apoio do legislativo), onde, entre os ministros, se eleja a mesa diretora (presidente, vice-presidente, secretários e outros) assim como as mesas diretoras dos parlamentos legislativos.
Além de preferir um estado economicamente social liberal (centro direita - com tendencia para direta, de acordo com a condição social do povo), um legislativo moralmente conservador e um judiciário mero boca da lei, pois exercem função técnica e não política (sim, sou contra Ativismo Judicial, e acho que o Juiz deve apenas revelar o sentido da norma na sua interpretação, e não dá sentido a ela, mesmo que seja de interesse social, pois isso é função política. Acho um absurdo o Absolutismo Tecnocrata que vivemos, os Togados concursados mandam e desmandam em tudo, e só nos resta insegurança jurídica e legal, e isso não é um Estado de Direito, e muito menos Democrático), e as demais funções essenciais à justiça, também meros boca da lei. Não sou kelseniano por isso, já que acredito piamente na existência do direito natural, e que Deus é o próprio conceito de justiça e bondade, e que essas coisas são absolutas e não relativas. Além de crer que a bíblia deve influenciar não só as ações dos cristãos, mas de toda sociedade, e que o estado deve reconhecer a religião cristã, apesar de não está ligado a esta.
Moralmente Conservador:
Portanto, poderes políticos, teremos:
Quando houver eleições, serão democráticas diretas em alguns casos, e outros indiretas, talvez distritais, mas com financiamento público das campanhas.
Executivo:
Chefe de Estado (Não é apenas o representante internacional, isto é, o que luta pelo estado independente do momento político e do governo. A diferença entre o chefe de estado e de governo, na minha concepção, deveria ser similar a diferença entre política pública de estado e política pública de governo):
Quase Monarquista (Monarca - Rei), senão um presidente vitalício, ou como Senadores (8 anos, pessoas experientes etc). *Vide Post Scriptum ("P.S.")
Chefe de Governo: Colegiado de Ministros Eleitos, e com eleição da mesa diretora, e aí sim eleição do presidente e vice-presidente entre eles.
Legislativo:
Bicameral e estadual (parecido com o modelo republicano).
Sem autonomia municipal e sem câmara legislativa municipal.
* * *
P.S.: Um dos porquês do "quase monarquista":
"...É que os reis eram normalmente vistos pela população como aquilo que realmente eram: indivíduos privilegiados que podiam tributar seus súditos. E como todos sabiam que não podiam se tornar reis, havia uma certa resistência dos súditos contra as tentativas dos reis de aumentar impostos e expandir a exploração.
Sob a democracia, surge a ilusão de que nós somos nossos próprios governantes, de que governamos a nós mesmos. Entretanto, como já deveria estar mais do que claro, sob a democracia também existem soberanos e os súditos desses soberanos. Porém, o fato de que qualquer um pode potencialmente se tornar um funcionário público é algo que, além de também ajudar a estimular a ilusão de que governamos a nós mesmos, leva a uma redução daquela resistência que havia contra os reis quando estes tentavam aumentar suas receitas tributárias - afinal, o aumento da receita do estado ser-lhe-á favorável caso você seja um dos soberanos.
(...)
Na monarquia, o rei pode ser visto como uma pessoa que considera o país sua propriedade privada, e as pessoas que vivem nele são seus inquilinos, que pagam um tipo de aluguel ao rei.
Por outro lado, consideremos os políticos eleitos sob um sistema democrático. Estes políticos não são os proprietários do país da maneira como um rei o é; eles são meros zeladores temporários do país, por um período que pode durar quatro anos, oito ou mais.
E a função de um proprietário é bastante diferente da função de um zelador.
Imagine duas situações distintas: na primeira, você se torna o proprietário de um imóvel. Você pode fazer o que quiser com ele. Você pode morar nele para sempre, você pode vendê-lo no mercado — o que significa que você tem de cuidar muito bem dele para que seu preço possa ser alto —, ou você pode determinar quem será seu herdeiro.
Na segunda situação, o proprietário desse imóvel escolhe você para ser o zelador dele por um período de quatro anos. Nesse caso, você não pode vendê-lo e não pode determinar quem será seu herdeiro. Porém, você ganha um incentivo novo: extrair o máximo possível de renda desse imóvel durante o período de tempo que lhe foi concedido.
Isso implica que, na democracia, o zelador temporário é incentivado a exaurir o valor do capital agregado do país o mais rápido possível, pois, afinal, ele não tem de arcar com os custos desse consumo de capital. O imóvel não é dele. Ele não tem o que perder com seu uso irrefletido. Por outro lado, o rei, como proprietário do imóvel, tem uma perspectiva de longo prazo muito maior que a do zelador. O rei não vai querer exaurir o valor agregado de seu imóvel o mais rapidamente possível porque isso se refletiria em um menor preço do imóvel, o que significa que sua propriedade (o país) seria legada ao seu herdeiro a um valor menor.
Portanto, o rei, por ter uma perspectiva de longo prazo muito maior, tem o interesse de preservar — ou, se possível, aumentar — o valor do país, ao passo que um político em uma democracia tem uma orientação voltada para o curto prazo e quer maximizar sua renda o mais rapidamente possível. Ao fazer isso, ele inevitavelmente irá gerar perdas no valor do capital de todo o país." (Fonte:http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=373)
Encerando com uma muito conveniente frase:



