Por Yan Pedro
Essa é uma questão um tanto filosófica, mas de amplo interesse, afinal, é, no mínimo, uma questão que causa curiosidade. Para tentar responder a questão coloco outras reflexões, a saber: Quando Deus criou os animais eles eram bons, isto é, perfeitos? Pergunto isso porque entre os animais há variações no alcance (características em geral) dos sentidos. Seus sentidos eram perfeitos? O que significa perfeito? Conseguir olhar fisicamente até o infinito é ter o sentido da visão perfeito, por exemplo?
Inicialmente respondo que essa pergunta mostra um certo desentendimento da parte de quem a faz, quanto ao que seja perfeito. A pessoa que pergunta se os sentidos eram perfeitos antes da queda está querendo dizer que perfeito é "não ter a menor falha", ou ser onipotente em relação ao que se quer com cada sentido, por exemplo, conseguir sentir cheiros a distâncias infinitas, já que sentir cheiro a 10 metros de distância é, nesse raciocínio, "menos perfeito", que sentir o cheio a 20 metros. Mas quero mostrar que sentir cheiros só a 10 metros talvez não seja imperfeito, mas apenas uma opção de Deus ao criar o homem com aquela simples característica.
Não acho que a "dificuldade" que o homem tem com os sentidos seja um erro, ou uma imperfeição por causa do pecado, mas, na verdade que seja uma característica, não um erro. O homem é limitado em vários aspectos e sempre foi assim desde a criação, o fato de Deus ter feito o homem bom, não significa que ele tenha criado o homem onipotente, para enxergar ao máximo, ouvir ao máximo etc.
Os homens ouvem até uma certa distancia, os cachorros ouvem mais, alguns animais ouvem mais distante ainda (acho que os Grilos ouvem bem mais que cachorros e seres humanos). O que quero dizer é que isso são características que Deus deu ao homem e que isso não significa que é algo bom ou mal, que é algo perfeito ou imperfeito, mas que assim como o membro humano 'mão' foi criado com o polegar opositor para levantar objetos com mais facilidades, e os dentes de uma onça foram para ajuda-la na caça, diferente dos dentes humanos, já que estes tem o inteleto para desenvolverem ferramentas de caça, dessa mesma forma os sentidos e a intensidade desses são dados distintamente para cada ser vivo, de acordo com a necessidade que cada ser vivo teria. Perceba que tanto a onça, quanto o homem tem dentes, mais um tem o dente mais desenvolvido que o outro, da mesma forma o homem e outros animais tem os mesmos órgãos e funções dos sentidos, mas com diferenças quanto a intensidade.
INFLUÊNCIAS DO PECADO NOS SENTIDOS
Não estou me referindo a quem não ouve aquilo que em média é a distância e intensidade que os homens ouvem, nem a distância que eles vêm, isto é, patologias são sim, consequências do pecado, mas há um médica natural para o que é saudável na qualidade dos sentidos humanos, e digo ainda, que só há média porque há variações e essas variações são imperfeições por causa do pecado. O pecado, também afeito, ao tirar a capacidade do homem de perceber e contemplar espiritualmente o que lhe rodeia, isto é, a criação, conforme fala Paulo em Romanos 1, 2 e 3, o homem depravado (submerso no pecado, distante de Deus), apesar de ter os atributos de Deus revelado nas coisas que foram criadas não o adora como Deus, e nem reconhece a grandiosidade de Deus na natureza.
INFLUÊNCIAS DO PECADO NOS SENTIDOS
Não estou me referindo a quem não ouve aquilo que em média é a distância e intensidade que os homens ouvem, nem a distância que eles vêm, isto é, patologias são sim, consequências do pecado, mas há um médica natural para o que é saudável na qualidade dos sentidos humanos, e digo ainda, que só há média porque há variações e essas variações são imperfeições por causa do pecado. O pecado, também afeito, ao tirar a capacidade do homem de perceber e contemplar espiritualmente o que lhe rodeia, isto é, a criação, conforme fala Paulo em Romanos 1, 2 e 3, o homem depravado (submerso no pecado, distante de Deus), apesar de ter os atributos de Deus revelado nas coisas que foram criadas não o adora como Deus, e nem reconhece a grandiosidade de Deus na natureza.
CONCLUSÃO
Portanto, penso que os sentidos dos homens sempre foram os sentidos dos homens. E que isso são apenas características que Deus deu ao homem, e não imperfeições por qualquer motivo.
